quarta-feira, 10 de julho de 2013

“The Newsroom” série jornalística da HBO

A série “The Newsroom” criada por Aaron Sorkin, que ficou conhecido por ganhar um Oscar com o filme “A Rede Social”, teve seu primeiro episódio exibido em agosto de 2012 pela HBO, e é o meu mais novo vício. Se passa nos bastidores de um telejornal exibido em canal de notícias a cabo ficcional. Protagonizada pelo ator Jeff Daniels, que vive o Will, o temperamental âncora do jornal, de conteúdo político e opinativo , que juntamente com sua equipe, colocar no ar diariamente os acontecimentos do mundo, além de lidar com os dilemas da vida pessoal de cada um. No episódio Piloto, Will volta de férias e se dá conta que seu parceiro além ter abandonado-o, ainda levou sua equipe. Assim, entra em cena Charlie Skinner (Sam Waterston, de Lei e Ordem), uma figura muito simpática, que faz o chefe idealista de Will. Charlie informa que tem uma nova produtora executiva, a renomada Mackenzie MacHale (Emily Mortimer) e que vai formar uma nova equipe. Aí que as coisas começam a esquentar, pois Will e Mackenzie já foram namorados, e tiveram uma separação meio conturbada. Sei saída, Will assimila sua nova situação, e o temperamental muda sua postura com relação aos colegas e com relação ao jornal, pois assume a tarefa de moralizar o jornalismo americano. No elenco também estão Alison Pill, John Gallagher Jr., Josh Pence, Olivia Munn, Thomas Sadoski, Dev Patel e Jane Fonda, em participações recorrentes. O discurso de Will no início do primeiro episódio determina o rumo da história que está sendo desenvolvida para a temporada: a América se perdeu, mas pode se reencontrar. Em entrevistas, e na série, Sorkin cita Dom Quixote como referência do trabalho que Will se propõe a fazer. Enfrentando ‘moinhos’, ele desafia o sistema e a mentalidade social já enraizada para tentar moralizá-los. Fazendo isso, Will vai bater de frente com a elite da emissora, que chega a conclusão que o âncora está falando demais. Neste ponto entra em assuntos como o caso “tea party” e esbarra no empasse que envolve o corporativismo da mídia e as barreiras contratuais. O mais interessante, no meu ponto de vista, é que a equipe do jornal cobre notícias reais do nosso passado recente. A morte de Bin Laden, o acidente nuclear de Fukushima estão entre os assuntos apresentados. O desdobramento dos fatos , desde uma pequena pista até o desfecho do acontecimento, é vivenciado na redação. Em um jogo intuitivo e jornalístico, onde não há espaço para erros, os produtores (sem arredar os pés da redação) conseguem ir até o olho do furacão da notícia, primeiro que todo mundo. E a cada episódio nós, os expectadores, mesmo sabendo o desfecho da notícia, nos deliciamos com os bastidores, com as decisões que um jornalista precisa tomar para que um acontecimento vire a notícia que vemos sentados em nosso sofá. Comecei a assistir indicada pela Marília Gabriela, em seu programa de entrevistas, como ela mesma disse é uma série para jornalistas e para quem não é jornalista. A segunda temporada deve ir ao ar em junho nos EUA , se a HBO seguir o que vem fazendo, a estreia por aqui deve ser na mesma época.

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