Com o objetivo de reunir em um livro, os principais subsídios para as atividades de ensino da disciplina Texto e Discurso, Cleidemar Alves Fernandes em ANÁLISE DO DISCURSO, Reflexões Introdutórias (Trilhas Urbanas, 2005), faz uma reflexão em torno de conceitos básicos, além de delinear caminhos para estudos mais aprofundados na área.
A autora inicia com uma definição do objeto de estudo da disciplina: O discurso. Ele “não é a língua, nem o texto, nem a fala”, mas esses elementos fazem parte do discurso. Porém, ele ultrapassa a barreira lingüística, podemos dizer a grosso modo, que bebe de outras águas. Porém a língua é a sua existência material. Essas outras águas seriam os aspectos sociais, ideológicos, que são estâncias extralingüísticas, que apesar de se encontrarem além da esfera lingüística, interferem diretamente nesta.
Uma mesma ação pode ser interpretada de diferentes maneiras. Assim também é o discurso. Discursos diferentes são usados para explicar, transmitir uma mesma ação, um mesmo acontecimento. A existência desses diferentes discursos se dá pela influencia dos inúmeros fatores extralingüísticos . Um deles é a ideologia. Pois até a escolha lexical é inflenciada por aspectos ideológicos.
Analisar um discurso implica interpretar os sujeitos falando, tendo a produção de sentidos como parte integrante de suas atividades sociais. Como diz a autora “ A ideologia se materializa no discurso, que por sua vez, é materializado em forma de texto.” (pag.22).
Quanto aos sentidos, a autora aponta para a constante “mutação” dos significados das palavras. Uma mesma palavra pode ter diferentes sentidos, conforme o lugar socioideológico daqueles que a utilizam. Por isso devemos sempre levar em conta em uma análise as condições sócio-históricas e ideológicas de produção.O analista não deve ficar preso às estruturas lingüísticas para se chegar ao discurso, deve ultrapassá-las.
Fernandes aponta para a necessidade de se compreender certos conceitos, que são considerados primordiais para se iniciar uma reflexão sobre o discurso. Um deles é a compreensão da noção de sujeito. Que não deve visto, sob essa perspectiva como um ser humano individualizado, mas sim um ser social, que tem sua existência firmada em um espaço social e ideológico, em um dado momento da história. Pois o que esse sujeito diz, ou deixa de dizer é diretamente influenciado por esses aspectos, e não há como separá-los. Portanto, o sujeito não é homogêneo, e seu discurso é composto por diferentes discursos. Isso na análise do discurso é chamado de Polifonia. E a partir daí também se tem a noção do que vem a ser a heterogeneidade do objeto, no caso o discurso que é constituído de elementos diversificados, ou seja, vários outros discursos. A autora propõe a divisão da heterogeneidade em duas formas: A constitutiva e a mostrada. Na constitutiva os diferentes tipos de discursos se entrelaçam, se misturam. Na mostrada, a voz do outro se apresenta de forma explicita, fica fácil reconhecê-la.
Aponta para a interdiscursividade, que é o entrelaçamento de diferentes discursos vindos de diferentes períodos da história e de diferentes lugares sociais. Para a formação discursiva, que são os valores defendidos na linguagem, como cada enunciado tem sua regra e seu lugar de aparição. Para a formação ideológica, que é um “conjunto complexo de atividades e de representações que não são nem individuais e nem universais, mas que se relacionam” (pag 60). Também para a memória discursiva que são os acontecimentos exteriores e anteriores ao texto.
A autora remete para o caráter interdisciplinar da Análise do Discurso. Pois é um relação de Linguística e História interligadas com a Psicanálise. Pois como o discurso ultrapassa a barreira da língua, nesta disciplina temos que levar em conta esses outros aspectos. Um enunciado definido sob seus aspectos formais tem sentidos diferentes dependendo do momento histórico ou ideológicos. Desta forma, um enunciado, torna-se outro.
Após a exposição de alguns conceitos básicos a autora faz um retorno para a história da disciplina , e seu percurso teórico. As alterações, as reelaborações que culminaram nas três épocas da Análise do Discurso: AD1: Onde os discursos eram considerados homogêneos e fechados em si. AD2 : Já sobre a influência de Foucault, leva-se em conta o interdiscurso. e AD3: Que abandona a idéia de homogeneidade na condição de produção do discurso, e leva-se em conta aspectos sociais, ideológicos e históricos, ou seja aspectos extralingüísticos. O estudo das três épocas é feito através das obras de Pêcheux.
A autora inicia com uma definição do objeto de estudo da disciplina: O discurso. Ele “não é a língua, nem o texto, nem a fala”, mas esses elementos fazem parte do discurso. Porém, ele ultrapassa a barreira lingüística, podemos dizer a grosso modo, que bebe de outras águas. Porém a língua é a sua existência material. Essas outras águas seriam os aspectos sociais, ideológicos, que são estâncias extralingüísticas, que apesar de se encontrarem além da esfera lingüística, interferem diretamente nesta.
Uma mesma ação pode ser interpretada de diferentes maneiras. Assim também é o discurso. Discursos diferentes são usados para explicar, transmitir uma mesma ação, um mesmo acontecimento. A existência desses diferentes discursos se dá pela influencia dos inúmeros fatores extralingüísticos . Um deles é a ideologia. Pois até a escolha lexical é inflenciada por aspectos ideológicos.
Analisar um discurso implica interpretar os sujeitos falando, tendo a produção de sentidos como parte integrante de suas atividades sociais. Como diz a autora “ A ideologia se materializa no discurso, que por sua vez, é materializado em forma de texto.” (pag.22).
Quanto aos sentidos, a autora aponta para a constante “mutação” dos significados das palavras. Uma mesma palavra pode ter diferentes sentidos, conforme o lugar socioideológico daqueles que a utilizam. Por isso devemos sempre levar em conta em uma análise as condições sócio-históricas e ideológicas de produção.O analista não deve ficar preso às estruturas lingüísticas para se chegar ao discurso, deve ultrapassá-las.
Fernandes aponta para a necessidade de se compreender certos conceitos, que são considerados primordiais para se iniciar uma reflexão sobre o discurso. Um deles é a compreensão da noção de sujeito. Que não deve visto, sob essa perspectiva como um ser humano individualizado, mas sim um ser social, que tem sua existência firmada em um espaço social e ideológico, em um dado momento da história. Pois o que esse sujeito diz, ou deixa de dizer é diretamente influenciado por esses aspectos, e não há como separá-los. Portanto, o sujeito não é homogêneo, e seu discurso é composto por diferentes discursos. Isso na análise do discurso é chamado de Polifonia. E a partir daí também se tem a noção do que vem a ser a heterogeneidade do objeto, no caso o discurso que é constituído de elementos diversificados, ou seja, vários outros discursos. A autora propõe a divisão da heterogeneidade em duas formas: A constitutiva e a mostrada. Na constitutiva os diferentes tipos de discursos se entrelaçam, se misturam. Na mostrada, a voz do outro se apresenta de forma explicita, fica fácil reconhecê-la.
Aponta para a interdiscursividade, que é o entrelaçamento de diferentes discursos vindos de diferentes períodos da história e de diferentes lugares sociais. Para a formação discursiva, que são os valores defendidos na linguagem, como cada enunciado tem sua regra e seu lugar de aparição. Para a formação ideológica, que é um “conjunto complexo de atividades e de representações que não são nem individuais e nem universais, mas que se relacionam” (pag 60). Também para a memória discursiva que são os acontecimentos exteriores e anteriores ao texto.
A autora remete para o caráter interdisciplinar da Análise do Discurso. Pois é um relação de Linguística e História interligadas com a Psicanálise. Pois como o discurso ultrapassa a barreira da língua, nesta disciplina temos que levar em conta esses outros aspectos. Um enunciado definido sob seus aspectos formais tem sentidos diferentes dependendo do momento histórico ou ideológicos. Desta forma, um enunciado, torna-se outro.
Após a exposição de alguns conceitos básicos a autora faz um retorno para a história da disciplina , e seu percurso teórico. As alterações, as reelaborações que culminaram nas três épocas da Análise do Discurso: AD1: Onde os discursos eram considerados homogêneos e fechados em si. AD2 : Já sobre a influência de Foucault, leva-se em conta o interdiscurso. e AD3: Que abandona a idéia de homogeneidade na condição de produção do discurso, e leva-se em conta aspectos sociais, ideológicos e históricos, ou seja aspectos extralingüísticos. O estudo das três épocas é feito através das obras de Pêcheux.
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